top of page

Eleições em Portugal: E agora? Seguro ou Ventura?

  • Convidado
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

Anna Maria Salustiano é jornalista nordestina e europeia. Doutora em Ciências da Comunicação, dá aulas de Português à estrangeiros e aulas a crianças. Content Reviewer. Além dos diversos trabalhos para TV, Anna escreve para blogs, colunas e Portais de noticias.


Foto: Mikhail Nilov

Escrito por: Anna Salustiano


Portugal, 18 de janeiro de 2026. Um dia frio e ensolarado, em que contrastes naturais deram o norte de uma primeira volta, nas eleições presidenciais. Um dia histórico para os portugueses. Um projeto de sociedade que será definido numa segunda volta, entre: Partido Socialista (PS), representado por António José Seguro e pelo partido de direita, Chega, encabeçado por André Ventura. A segunda volta está marcada para o dia 8 de fevereiro. 


Dois projetos políticos completamente distintos, a revelar sentidos e significados de como a sociedade portuguesa se mostra neste momento, internamente, e para o mundo ver. De um lado, Seguro defende a diversidade, a pluralidade, os valores constitucionais através do fortalecimento democrático. 


Em tempos em que a democracia é constantemente atacada, ele a defende arduamente. Seguro enfatiza a dignidade das relações trabalhistas. Defende a voz de quem historicamente, resiste. Num discurso rico em propostas, ideias, humanidades, com a clareza, a metodologia e a didática de um professor universitário. 



Foto: Reprodução Instagram


Do outro lado, Ventura que apresenta um discurso nacionalista e patriótico. Resolveu reassumir o lema: “Deus, Pátria, Família e Trabalho”, uma analogia ao slogan do Estado Novo (um regime político autoritário, liderado por Salazar, de 1933 a 1974).


Entre as promessas de campanha está a de colocar os “portugueses primeiro” e de conduzir um país “de patriotismo, novidade e riqueza”. É recorrente, Ventura também condenar a imigração, a qual associa, a um “dilaceramento” e “destruição”. Na campanha dele, seis eixos servem como pilares: Família, Justiça, Imigração, Constituição, Economia e Educação.

   

Diante deste resumido cenário, a sociedade portuguesa, nos cafés, restaurantes, mesas de bares, nas ruas debatem e por vezes, em discursos mais acalorados, manifestam-se para um dos lados. Não há muro para ninguém ficar em cima. É preciso clareza em se posicionar. Esta eleição trará de facto, com o c, da palavra corajosamente, a real dimensão de como Portugal quer escrever a sua história nos próximos 5 anos. Opta por um avanço ou por um retrocesso?


Mais de 11 milhões de portugueses votaram numa eleição em que o voto não é obrigatório. O maior número de votantes desde a eleição de 1976. A abstenção ficou 44%, a mais baixa desde 2006. Com índices repletos de significado, vamos acompanhar mais de perto, como serão os debates entre Seguro e Ventura. Até já


Foto: Reprodução Instagram



Comentários


bottom of page