Vereador Osmar Ricardo conversa sobre carreira, alianças e eleições 2026
- Denilson Miatto
- 5 de jun.
- 14 min de leitura
Denilson Miatto recebe Osmar Ricardo, politico seis vezes vereador do Recife, diretor do Sindsepre, diretor também do PT Municipal e membro do PT Nacional. Nessa entrevista vamos conversar sobre as eleições desse ano, movimentações politicas no estado e sua carreira política.

Arte: Denilson Miatto / AuroraPE
AuroraPE: Osmar, a gente sabe que você tem uma carreira política muito extensa, então, quando foi que começou, de fato, esse seu querer atuar na política?
Osmar Ricardo: Rapaz, já começou do meu pai, meu pai tem uma história na política, e a gente vai acompanhando uma criança, vendo aquele movimento popular, da questão das moradias, e aí a gente vai, assim, adequando a política com o tempo. Já participava de atos, já participava das passeatas? Já, né, a gente já participava do PT desde 1986. Na verdade, já uma boa gama de filiação do PT, eu acho que foi importante isso. E aí, a construção do Lula, 89, e aí vem a política toda, depois da questão do Movimento Sindical, e aí a gente foi construindo o dia-a-dia da política.
AuroraPE: E, de fato, quando foi a sua primeira memória de entrar no PT, para,começar a galgar ali a sua história política?
Osmar: A gente se filiou no PT, acho que em 1988, 89, um pouco antes, e aí o PT está construindo núcleos de base, fazendo um debate nas comunidades, que era uma coisa que a gente fazia muito dentro do PT, era a construção dos núcleos de base, de bairro, de local de moradia, de sindicato, e aí a gente acompanhava muitos sindicatos, e muita questão de moradia dos bairros, então a gente tinha uma demanda grande dentro do PT dessas construções dos núcleos de base, e foi desse jeito que a gente foi crescendo dentro do PT, de uma política natural do debate com o povo na sociedade, porque já existiam muitas perseguições, questão de negro, perseguição da polícia, quem era do PT, quem era comunista, tinha uma vista, naquela época, muito difícil, mas a gente conseguia furar essa bolha.

Arte: João Carlos Mazella / AuroraPE/AgênciaJCMazella
Porque a gente estava nas comunidades, conversando, mostrando que a realidade era brigar pelos direitos do povo, e foi assim que a gente construiu esse debate dentro do PT, e aí termina saindo para fora depois disso. Então é um pilar importante do Partido dos Trabalhadores ter esse contato mais direto com o povo, você falou que começou ali, mas pelo menos em 88, 89, a gente tinha acabado de ter uma Constituição nova, e aí como é que foi esse processo de estar lutando também para que aquela Constituição comece a ser colocada em prática? Então é a Constituição chamada Constituição Cidadã.
Primeiro, garantir os direitos do povo, e por isso que eu digo, quando a gente vai construindo as comunidades, a gente explicava isso, o que era constituinte, como é que a gente ia fazer isso, quais eram os direitos que a gente devia ter, tinha que acompanhar, e eu acho que isso foi importante, na época o próprio Lula era deputado federal, virou deputado para poder defender a Constituição enquanto presidente do PT naquele momento, então eu acho que a gente foi construindo isso, como eu falei aqui, no dia a dia, a importância da política na vida do povo, isso é muito importante, todo mundo tem que entender o que é a política na vida de cada cidadão.
Foi isso, depois eu entrei na URB Recife em 88, e aí a gente foi já na Constituição, foi quando a Constituição garantiu fazer os sindicatos de servidores municipais, fundar os sindicatos, e aí a gente ajudou também na fundação do sindicato Servidores Municipais, o Sindicato, e lá para cá, na Constituição, a gente, como você falou no início, hoje eu estou como presidente do sindicato, presidente do PT Municipal do Recife pela sexta vez, e sou membro também da direção nacional do PT, então acho que para mim foi uma grande honra aproveitar na direção nacional do PT a importância disso, a gente vem da periferia, vem de um bairro em frente de Santa Mara, construindo, com muita violência na época, reconhecimento, isso é muito bom para a gente, porque é um reconhecimento, fortalece a nossa luz, para todos os atos que a gente vai tomar na frente, eu acho que foi isso que dá muita força a gente, uma construção de base, de luta, de construção do dia a dia da vida das pessoas. Com certeza.
AuroraPE: Osmar, você falou um ponto que eu acho crucial, que é quando a gente leva o poder legislativo até o povo, que é talvez uma das bases que esteja mais fragilizada recentemente, principalmente quando a gente pensa na ascensão da extrema direita, na crescente das redes sociais, então como é que o PT, você coloca para a gente, ele tem lidado com essas mudanças e talvez tentado retornar a esse ensinamento de chegar mais junto na comunidade, de levar, de fato, o conhecimento?
Osmar: Primeiro, eu acho que os primeiros de governo de Lula, os três primeiros lá na frente, muita gente que era da luta, de classe, do sindicato, deixou a questão do sindicato para viver na cidade do poder do governo Lula, do governo Dilma, do governo do PT, ajudar nessa construção e deixou as lutas de classe para trás. E aí a gente vem notando isso, o PT vem se organizando para voltar a isso, já voltou, na verdade, dentro dos movimentos sindicatos, a gente já vê as pessoas se mobilizando, se articulando mais, mais junto dos sindicatos e do povo, como também na questão estudantil, a questão de moradia. Então você vê que o Lula é um cara que hoje que mais defende a questão da moradia, um investimento altíssimo, mas é porque sabe da dificuldade do povo, porque na periferia é difícil.
Então eu acho que isso foi muito importante na vida das pessoas e a gente tem que entender que é muito, muito significativo o Lula ganhar essa eleição para continuar a garantir os direitos da sociedade, que para a direita, para a extrema direita, inclusive é contra todos os movimentos sociais que nós defendemos. A gente está vendo agora, né? Isso. E com o governo Temer e o governo Bolsonaro, tiraram todos esses direitos.
Teve que arrumar a casa, Lula, nesses quatro anos tentando arrumar a casa e garantindo os direitos para o PROUNI e tantos outros que Lula criou no país para dar direito ao cidadão mais pobre, às pessoas mais pobres de cores, meninos e negros, ao movimento LGBTQIA+. Então eu acho que isso é fortalecer o cidadão, é fortalecer a classe trabalhadora.

Arte: João Carlos Mazella / AuroraPE/AgênciaJCMazella
AuroraPE: Esse ano a tentativa do PT de reeleger o Lula, mas para além dele, também se torna importante a eleição de um congresso que trabalhe junto com ele, que de fato vá apoiar todas as leis, que vá apoiar todas os viéses?
Osmar: Muito importante. A gente tem hoje dois senadores que vai ser eleição desse ano, duas vagas para o Senado. A gente tem que garantir a reeleição do companheiro Humberto Costa, em primeiro lugar tem que ser o cara do Lula, na verdade ele é o cara do Lula em Pernambuco, as outras candidaturas vão ter o apoio do Lula, mas ele de fato é o candidato do Lula, é o cara do PT, é o cara que construiu, que fundou o PT em Pernambuco. Então a gente está muito firme nessa luta de garantir a reeleição do companheiro Humberto.
E precisamos discutir. O PT definiu a chapa junto com o João Campos, que tem Marília Raiz, mas que uma boa parte do PT também não vai com o João Campos, e com certeza também não deve ir com Marília Raiz. Então é importante a gente frisar quem vai ser os candidatos.
O Lula precisa na verdade hoje de ter um palanque forte em Pernambuco, precisamos crescer aqui no Nordeste. Nas últimas pesquisas passadas, a nossa chapa com o Lula perdeu 8% dos votos no Nordeste, precisamos recuperar isso quando a gente amplia esses palanques.
Está de fato hoje, Raquel Lira já fala em nome de Lula, já coloca o investimento que ele fez para Pernambuco, a importância dos investimentos para Pernambuco, o próprio Ivan Moraes que aparece com 2% das pesquisas, e para a gente o importante não é só aparecer as pesquisas numericamente, mas sim construir a política junto com a gente, e a gente tem certeza que esse companheiro Ivan Moraes tem essa construção política, a consciência de que é preciso apoiar os candidatos que de fato vão representar o povo no Senado e na Câmara Federal.
A gente só tem hoje aqui em Pernambuco um deputado, que é o companheiro Carlos Velas, que é o presidente atual hoje do PT estadual, mas a ideia da gente é ampliar essa bancada federal, garantindo aí a nossa chapa, uma chapa hoje muito forte, eu acho que vai fazer de 4 a 5 deputados federais, e precisamos que nessa federação que apoia Lula, tenha mais gente do PT eleito para deputado federal, e que os dois senadores sejam os senadores que vão votar com o Lula no Senado, não podemos deixar a extrema direita avançar.
Nem eleger uma bancada grande federal, e nem eleger um senador em Pernambuco, porque Pernambuco tem história, tem nome, e o nome dele chama Luiz Inácio Lula da Silva, que saiu daqui um representante do Nordeste.
AuroraPE: Essa aproximação de João Campos, como é que estão as conversas, assim, diálogos que vocês têm com o PT e com os outros partidos também, principalmente talvez com o PSD, que seja o que a gente está mais se aproximando, por essa questão de ampliação do palanque?
Osmar: Isso, na verdade, todo mundo entende que o João Campos é o presidente nacional do PSB, naturalmente, existe uma aliança nacional, eu acho que em 15 a 17 estados, que vai estar PT e PSB junto, com outras frentes, com outras frentes, inclusive Bahia, Fortaleza, Ceará, o PSD está junto com o PT. E aqui eu não tenho dúvida que Raquel vai se colocar nesse momento certo, para também apoiar, para crescer.
Agora, a nossa aliança firmada é com o PSB, mas existem dissidências aqui, e é bem claro hoje, tanto na Assembleia Legislativa e com maiores lideranças nossas aí, e vereadores, que hoje já apoiam Raquel Lira, e apoiam o Berto, e apoiam a Lula, e precisamos definir a política para poder barrar a extrema-direita, mas não pode ter um centralismo muito duro em cima daqueles que não querem estar com o João Campos. Primeiro que eu, particularmente, sempre defendi a Frente Popular de Pernambuco, com o PSB, essa aliança, e hoje a gente enxerga, e começa a enxergar, que é uma farsa o PSB em Pernambuco.
É uma farsa e derramada em escândalos, desde o governo do pai dele, até hoje no governo dele, inclusive ontem a Polícia Federal esteve na Prefeitura do Recife, e você vê que recursos federais que vieram para cá para a educação, 52 milhões, vírgula seis, em vez de ser investido na educação do Recife, foi para a escritura de advogados, advogados amigos do João Campos. Então, a gente não pode estar junto numa política que tira dinheiro da educação. O nosso governo, o governo federal do governo Lula, é o cara que mais investe em educação no Brasil todo.
É o tema mais importante, é educar as pessoas, que as pessoas consigam ter grau de consciência importante, na hora que ele estuda, ele vai aprender, ele vai saber o que é a vida de fato. Então, a gente não pode admitir isso, eu particularmente não admito isso, não vou não voltar no palanque de João Campos, apesar de ser presidente do PT de Recife, mas, porque eu entendo que não é um gol para o PT, o PT hoje precisa ter uma liberdade maior em Recife e em Pernambuco.
Eu acho que a derrota de João Campos vai ser muito importante para o povo de Pernambuco, para acabar com aquela história da família Campos e Arrais, e garantir ao povo de Pernambuco mais investimento, mais trabalho, e a gente até entende, às vezes, não concordar com a política do PSD, porque é um palanque meio misturado lá, mas a gente vê hoje Raquel Lila como uma pessoa que não veio para disputar a política, ela veio para trabalhar pelo povo de Recife, para ter a forma dela chegar a ser governadora de Pernambuco, perdendo o marido um dia antes da eleição, no dia da eleição, e como ela diz, eu vim para trabalhar, eu não vou me preocupar com a eleição, a eleição só no momento certo.

Arte: João Carlos Mazella / AuroraPE/AgênciaJCMazella
Então, eu acho que esse é o grande papel, de não estar perseguindo as pessoas, de não estar querendo calar as pessoas, eu acho que a política tem que deixar as pessoas se libertarem, falar o que quer, não pode ser através da pressão política, da máquina administrativa, que isso o PSB usa bem, usa a máquina administrativa para tentar calar as pessoas, para pressionar as pessoas, para ir para cima daqueles políticos e das lideranças que são contra eles. Ele não pode fazer isso, o direito democrático de que as pessoas se externarem para a sociedade se colocar, não pode ser perseguido. E a gente tem que ter essa réplica junto com os políticos, não pode ser unilateral.
Então, a gente tem que sempre estar em um debate, se a gente consegue crescer mediante o debate, para você, é importante também, como vereador, estar em contato com o público, as pessoas que vêm aqui, as pessoas que você vai até elas para conversar, para tentar resolver os problemas, porque são diversos os problemas que perpassam educação, saúde, segurança.
AuroraPE: Caso Raquel Lira vença a disputa, a gente pode esperar uma aproximação mais conjunta com o PT, e aí talvez a nível nacional, ver mais essa aproximação de Raquel Lyra com o Lula?
Osmar: Veja, eu já entendo que existe a aproximação de Lula com Raquel e Raquel com Lula. Primeiro, como eu falei aqui, são muitos investimentos, que o Lula fez aqui, não só na educação, já Lula vem aqui só para assinar, e outras obras de investimento de infraestrutura para Pernambuco, como o Porto de SUAPE, que hoje é visto como um grande investimento, gasta muito dinheiro no governo do PSB, que deveria estar voando o Porto de SUAPE, e não está, por conta do atraso do governo do PSB, dos dois governos, tanto Eduardo Campos como Paulo Câmara, mas a gente vê hoje, de outra forma, a gente vê hoje um investimento claro, político, e eu acho que essa relação da governadora junto ao presidente Lula e junto à direção nacional do PT, tem um debate importante. Não tenho dúvida que a governadora vai ganhar a eleição, não tenho dúvida, é uma pessoa que tem 67% de aprovação de um governo, é muito difícil perder a eleição.
E isso vem mostrando no dia a dia, crescendo nas pesquisas, então eu acho que ela ganha a eleição, essa aproximação com o outro está firme, ela vai declarar isso no momento certo. E vamos continuar essa luta, Lula ganha a eleição, ela ganha a eleição, essa aproximação vai ser maior, inclusive, da relação com o PSD. A nível nacional, a gente sabe que eles têm um candidato, que é o Caiado, mas que eles liberaram alguns governadores para apoiar a candidatura que quiser, e a maioria desses companheiros que estão sendo liberados vão apoiar Lula, como a governadora Raquel Lyra e outros.
Então é preciso a gente começar a garantir esse direito e enxergar um passo mais na frente. Porque a gente aqui, por exemplo, tivemos várias intervenções no PT e não poder ter candidatura própria para prefeito ou para o governo do Estado, porque o PSB intervia e determinava a direção nacional, intervindo no PT Estadual e Municipal, e a gente não ter o direito de ter candidato. E eu acho que, assim, com essa derrota de João Campos, nessa eleição de 2026, o PT volta a respirar em Pernambuco, em Recife.
Com grandes chances de disputar a eleição de 2028 e ganhar o prefeito do Recife, até porque a gente deixou o legado de 12 anos do PT, construindo o governo municipal, com muito debate nas comunidades, que era o orçamento participativo, que era o grande alvo do PT a nível nacional, e hoje volta tanto a nucleação de base de filiação do PT, como a questão do orçamento participativo no Brasil todo, ouvindo as pessoas, investindo dinheiro onde as pessoas acham que tem que ser investido. Porque o dinheiro não é do poder público, o dinheiro é dos impostos que todo cidadão paga e ele tem que garantir para onde vai ser investido esse retorno.

Arte: João Carlos Mazella / AuroraPE/AgênciaJCMazella
AuroraPE: Então é uma meta do PT municipal conseguir essa prefeitura para a próxima eleição?
Osmar: Eu acho que o PT tem grandes nomes, todos os nomes do PT são muito importantes, até porque o PT tem hoje 30% a 35% da simpatia do povo de Pernambuco, que são pesquisas. Recife tem uma grande história, por isso que a gente precisa se libertar de algumas outras lideranças para que a gente possa fazer política de verdade.
Eu estou no meu sexto mandato, acho que há dois meses, três meses atrás eu era suplente, sou suplente de vereador, perdi a eleição por 50 votos, tive 9.300 votos, foi uma votação grande, mas ficava na suplência. E aí, um grande debate era o fura a fila, barriga de aluguel, como a gente queira chamar, aqui no Recife, que o João Campos pegou o filho de um juiz que ajudou ele nos processos e botou na frente um PCD. E eu acho que isso foi o maior absurdo, porque é isso que eu digo, educação, as pessoas estudam, fazem concurso para poder ter o seu direito garantido, e vai alguém e tira esse direito, se a gente não abre a banca, se a gente não fala, não abre o CPI.
E no momento que eu assinei a CPI, o prefeito João Campos de imediato tirou o secretário da pasta que eu estava, então eu passei dois meses fora da Câmara Municipal, não tenho nenhum problema disso, porque eu continuo a minha luta, e a gente fez esse trabalho grande de enfrentamento à gestão do sindicato, porque estava na campanha salarial que é no começo de janeiro, mas ele só começou a campanha em março, a querer reunir, fazer as negociações, com muita dificuldade.
Então a gente brigamos muito, muito movimento de creche fechada, várias emissoras de televisão procurando a gente para firmar o rodízio nas creches, porque quem não tinha estava tendo aula. Então foi um trabalho muito, muito grande, exausto, mas muito bom, porque a sociedade e os trabalhadores reconhecem isso. O prefeito tenta radicalizar e perseguir a gente que é do sindicato, por conta de Osmar Ricardo ser o vereador e ser presidente do sindicato, isso mexe muito com ele.
E eu acho que a gente veio fazendo um trabalho nessa retorno meu agora que faz mais ou menos 30 dias, o retorno de mostrar o que é o PSB, mostrar quem é o governo João Campos, para o Pernambuco todo, porque as pessoas precisam saber quem é ele, precisam saber quem é o PSB, o PSB que persegue, que tenta intimidar as pessoas, que ao invés de gastar o dinheiro e ouvir as pessoas investir o dinheiro em lugares corretos, porque é uma grande coisa, a gente discute muito no meio ambiente, ele está lá no parque que ali destruiu 41 árvores, mas ele vai plantar, vai plantar, e quanto custa cada árvore desse que ele vai plantar? Então é preciso que a gente observe o volume de dinheiro que é gasto com isso.
Foram 5 milhões de urbanização no parque Eduardo Campos e a gente não vê lá uma área verde bem-viva, a gente não vê árvores de verdade, vê árvores de plástico, então, veja, ele não cuida do meio ambiente, esvaziou a cicatriz do meio ambiente, a cicatriz de habitação, que também é do PT, hoje existe e funciona por conta do governo Lula, por minha casa e minha vida.
Então, mostra que o que funciona no Recife hoje, muita coisa é do governo federal, o hospital da criança, mais de 80%, verba federal, e ele não diz isso para a sociedade, ele não fala para a sociedade que está entregue, que é do governo da prefeitura, eles deveriam ter clareza de dizer o que é investido do governo federal, eles deveriam colocar as placas do governo federal junto com a placa deles, dizendo que isso é parceria. Qual o problema de esconder o que Lula investe em Recife?
Não dá para esconder, acho que a gente está fazendo isso, acho que a gente tem grandes nomes em Recife, tem o companheiro João Paulo que já foi prefeito, tem o Carlos Vera que é um cara novo que é deputado, tem o Liana, e tem outros, tem o companheiro Humberto que vai ser o ex-senador, não tem nenhum problema dele ser candidato a prefeito do Recife pelo PT. O que a gente tem que fazer em Recife é implantar o modo petista de governar, para que a sociedade possa discutir de coração aberto, sem perseguição, sem arrogância, sem o totalitarismo desse governo que está aí hoje, que tenta calar a boca de vários vereadores dessa casa.
Só que eu acho que agora eles não conseguem mais fazer isso, hoje já tem 13 vereadores contra o PSB na Câmara Municipal, que o ano passado ele não tinha, tinha um número bem reduzido, 5, 6, e hoje já são 13 vereadores de oposição contra ele nessa casa. E vai crescer mais, só basta ele perder a eleição de governador agora que a gente da bancada dele inclusive vai sair para vir pra cá.
Porque vê também, dentro do PSB existem perseguições, dentro do PT a gente está tranquilo, tem ideologia diferente, tem vários grupos políticos, todo mundo sabe disso, o PT não é hegemônico só de uma tendência, tem várias tendências políticas, mas conseguimos conversar, conseguimos organizar o PT, e na hora de estar junto, vai estar todo mundo junto, e eu tenho certeza que a gente vai estar junto na reeleição de Lula, do Humberto, do outro senador que o PT vai discutir, que está o nome de Marília aí, mas a gente precisa ampliar, e eu acho que assim, a importância de ter mais palanques em Pernambuco é garantir a Lula uma vitória no Nordeste grande e buscar o restante dos votos que a gente tinha perdido para a extrema direita aí, que era 8% do Nordeste.
Então recuperar e fazer todo esse trabalho e continuar a reconstrução e avançar ainda mais. Em 2028, estamos aí presentes, com certeza, o PT tendo uma candidatura forte e obrigado pela Prefeitura do Recife.










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