O que esperar das eleições de Portugal neste domingo?
- Convidado
- 6 de fev.
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Anna Maria Salustiano é jornalista nordestina e europeia. Doutora em Ciências da Comunicação, dá aulas de Português à estrangeiros e aulas a crianças. Content Reviewer. Além dos diversos trabalhos para TV, Anna escreve para blogs, colunas e Portais de noticias.

Foto: Bastian Riccardi
Escrito por: Anna Salustiano
Uma fotografia eleitoral clara, sem tantas interferências, do que os portugueses reivindicam para presidência do país, numa segunda volta histórica. A disputa entre Seguro (PS) e Ventura (Chega), termina neste domingo, dia 8 de fevereiro. O sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, toma posse no dia 9 de março de 2026.
O panorama desta segunda volta, traz um cenário em que o socialista, António José Seguro lidera, com 66% de intenções de voto, contra o candidato de extrema direita, André Ventura, que aparece com 34%. São informações colhidas de acordo com o modelo do Grande Portal das Sondagens (GPS), do Público.
A dualidade explícita com estas eleições portuguesas, destaca a fragmentação política e a frustração dos eleitores com partidos tradicionais em meio ao crescimento desordenado de uma extrema direita no mundo. Os reflexos também sentidos, em Portugal, reverbera numa eleição, em que de um lado um socialista moderado, e unificador propõe um discurso de integração, diálogo, em meio a tantas diferenças sociais. Do outro, um candidato que promete sem substância, combater décadas de corrupção além de se pautar fortemente numa agenda anti-imigração.

Foto: Wendel Moretti
Um cenário previsível e que o mundo conhece. Um caminho de um poço sem fundo, levado por uma direita sem consistência, em que se espreme e sai pouco sumo. Em exemplos práticos, basta olhar ao redor. O Brasil, com Bolsonaro. Estados Unidos, com Trump. Itália com Meloni. França, com a direita passada para trás, nas útimas eleições. Não é preciso tanto esforço, para enxergar, que as ideias direitistas não estão de acordo com o que a sociedade necessita.
O modelo estatístico utilizado nesta pesquisa de intenção de voto, executou dez mil simulações da segunda volta, considerando as sondagens já publicadas. A metodologia é baseada no modelo que a The Economist usou para as presidenciais francesas de 2022.










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