Marcha Global Indígena reúne mais de 3 mil em Belém por justiça climática, demarcação e proteção da Amazônia
- Denilson Miatto
- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
A mobilização, organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), reafirmou que a proteção dos territórios tradicionais não é apenas uma questão cultural, mas uma estratégia urgente de mitigação climática.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
Segundo lideranças presentes, demarcar e garantir a integridade dessas terras significa preservar uma das soluções mais eficazes contra o desmatamento. Com cartazes que traziam frases como “Amazônia livre de petróleo e gás”, “Povo vivo, floresta em pé” e “Demarcação já”, os manifestantes caminharam até o Bosque Rodrigues Alves, com a mensagem clara: “Não existe justiça climática sem os povos e sem os territórios indígenas”.
A marcha se alinhou a cinco grandes eixos de reivindicação: reconhecimento territorial, fim do desmatamento, combate à exploração de combustíveis fósseis e mineração, proteção de defensores ambientais e acesso direto ao financiamento climático. Essas pautas, segundo a APIB, são fundamentais para garantir uma transição realmente justa e para que as populações tradicionais participem como protagonistas nas decisões globais sobre o clima.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
Um legado da COP 30
A presença de figuras políticas de peso reforçou o significado do evento. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e o ministro Guilherme Boulos integraram a marcha, marchando lado a lado com lideranças indígenas, em um gesto de reconhecimento e compromisso com as pautas das comunidades tradicionais.
Guajajara destacou que “as florestas em pé sobrevivem porque os povos que vivem nelas resistem” e enfatizou que proteger territórios indígenas é também mitigar a crise climática global.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
A mobilização indígena em Belém marca um momento histórico, sendo a maior participação de povos originários já registrada em uma COP, segundo relatos da imprensa local. Assim, os manifestantes esperam que essa forte presença se traduza em compromissos reais como a demarcações de terras, financiamento climático direto e políticas climáticas com protagonismo indígena. Para muitos, a resposta à crise climática deve vir das comunidades que guardam a floresta.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino










Comentários