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Marcha da cúpula dos povos mobiliza pessoas para as ruas de Belém durante a COP30

  • Denilson Miatto
  • 15 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2025

O protesto reuniu ativistas, povos indígenas, movimentos sociais e artistas em uma celebração de resistência e pressão política.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino

Em uma manifestação poderosa e simbólica durante a COP30, pedindo ações urgentes de frenagem do desmatamento e por justiça climática, diversos participantes vestiram roupas pretas para representar um simbólico “enterro dos combustíveis fósseis” e usaram vermelhos para evocar o sangue dos defensores do meio ambiente.


Em meio a tambores, bandeiras, cartazes e cânticos, a marcha foi marcada por performances artísticas, palavras de ordem, e por manifestações culturais que ecoaram pela cidade.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino


Vozes amazônicas


Lideranças indígenas marcaram presença forte, ressaltando a situação que comunidades tradicionais vivem frente à mineração, ao agronegócio e à invasão de territórios. Os manifestantes pediram que líderes globais elevem a ambição climática, sobretudo no financiamento para países vulneráveis e para povos tradicionalmente impactados pela crise ambiental.


Um dos principais eixos foi a crítica à transição energética sem justiça. Para muitos, a simples promessa de energia limpa não é suficiente sem garantir proteção real às comunidades. A marcha também fez contraponto às zonas restritas da COP 30, como a Zona Azul, e outros locais de negociação formal onde organizações da sociedade civil muitas vezes não têm voz.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino


Um clima coletivo


A mobilização nas ruas reforça a pressão para que decisões sejam mais inclusivas, democráticas e orientadas pelas urgências reais. Organizadores afirmam que, ao final da marcha, deve ser divulgada uma carta da Cúpula dos Povos com reivindicações concretas: demarcação de terras tradicionais, financiamento para adaptação e mitigação, e garantias de participação popular nos processos de decisão climática.


Esse é um momento para reafirmar o compromisso com a agenda do mutirão global, proposta pela presidência da COP30 para a mobilização conjunta entre governos, sociedade civil, empresas e comunidade científica.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino

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