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Jorgiane Araújo secretaria da CUT-PE participa da marcha da consciência negra 2025 no Recife

  • Denilson Miatto
  • 20 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 21 de nov. de 2025

Pela primeira vez com status de feriado nacional, o Dia da Consciência Negra terá neste 20 de novembro uma marcha em Recife que une coletivos, organizações, movimentos e coletivos contra o racismo e a violência nas periferias.


Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias

Nesta quinta-feira (20), a Articulação Negra de Pernambuco, em parceria com diversos coletivos e movimentos sociais , realizou a Marcha da Consciência Negra 2025, com o tema “Pelo fim da violência perpetuada pelo Estado, por reparação e bem-viver”. Este é o terceiro ano em que a data é celebrada como feriado nacional, após a sanção da Lei 14.759/2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A mobilização denuncia as opressões diárias que atravessam a vida da população negra, seja pelo sistema capitalista que exige um ritmo de “escala 6×1”, o patriarcado que oprime especialmente as mulheres negras, e a violência institucional vivida nas periferias. Todas essas violências são um retrato de como a comunidade negra ainda sofre os efeitos do racismo estrutural na sociedade brasileira, como fala a secretaria da mulher trabalhadora da CUT-PE Jorgiane Araújo.


"É um momento para a gente visibilizar a importância que tem toda a nossa comunidade negra, porque fomos nós que contribuímos para o crescimento desse país. Portanto, o dia 20 de novembro é um dia de confraternização, é um dia de festa, mas também é mais um dia de luta. Precisamos fazer com que esse país seja antirracista, não dá só para não ser racista, tem que ser antirracista" - Jorgiane Araújo


 Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias


Mudança de tom


O combate ao racismo não é responsabilidade exclusiva da população negra, mas um dever coletivo. Ao ocupar as ruas, a marcha provoca a sociedade a encarar as desigualdades que ainda assolam o Brasil, indo desde dificuldades do acesso ao trabalho e à renda, até a violência institucional e o tratamento diferenciado em espaços públicos e privados. É um momento de visibilidade, memória e denúncia, que exige sensibilidade e ação de todos.


Ao trazer essas pautas para o centro do debate, se cumpre um papel educativo e político. O de lembra que a discriminação racial continua presente nas práticas cotidianas, muitas vezes naturalizadas pelas pessoas, pauta a secretaria Jorgiane.


 Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias


"Muito importante isso aqui para cobrar ao poder público um governo antirracista, em que políticas públicas sejam voltadas também para a população negra, porque temos especificidades e também somos nós que mais acessamos os serviços públicos. A população negra deve estar em evidência em todas as políticas públicas. É uma questão de reparação." - Jorgiane Araújo


Eventos como este são essenciais para romper o silêncio histórico que encobre violências, denunciar práticas discriminatórias ainda comuns e fortalecer o compromisso coletivo por justiça racial. A rua, assim, se torna palco de memória, resistência e educação social.



 Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias

A luta antirracista é diária


A promoção da igualdade racial depende também de políticas públicas contínuas, especialmente a manutenção e ampliação das cotas, dos programas de inclusão de pessoas pretas pardas, que garantem acesso de pessoas negras à educação, ao mercado de trabalho e a espaços de decisão. Tais políticas, segundo especialistas, são fundamentais para corrigir desigualdades históricas e construir oportunidades reais para a população negra.


Mas o combate ao racismo não se limita às instituições, ele começa no cotidiano, nas atitudes individuais. Isso inclui evitar expressões historicamente racistas, não inferiorizar estéticas negras, não zombar de vítimas de racismo e denunciar situações de injúria racial sempre que ocorrerem. Eliminando assim, o racismo das nossas práticas, ambientes e relações, o país dá passos firmes rumo a uma sociedade mais justa, plural e verdadeiramente igualitária.

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