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Trabalhadores ocupam as ruas do Recife e defendem o fim da escala 6x1 em ato pelo Dia dos Trabalhadores

  • Denilson Miatto
  • 5 de mai.
  • 2 min de leitura

Foto: Társio Alves


A mobilização em torno do Dia dos Trabalhadores ganhou as ruas do Recife no último dia 30 de abril, reunindo trabalhadores, lideranças políticas e movimentos sociais em um ato público marcado por reivindicações históricas e pautas atuais. Realizada no Parque 13 de Maio, a manifestação teve como eixos principais o fim da escala 6x1, a redução da jornada de trabalho e a defesa da igualdade salarial entre homens e mulheres.


O ato, convocado para a tarde da quinta-feira, reuniu participantes de diferentes categorias profissionais em um ambiente de forte engajamento político e social. Com palavras de ordem e discursos voltados à valorização da classe trabalhadora, o encontro reforçou a importância da mobilização coletiva como instrumento de pressão por mudanças estruturais nas relações de trabalho no Brasil.


Entre as presenças políticas, destacou-se a participação da pré-candidata ao Senado Alice Gabino, uma das lideranças estaduais da Rede Sustentabilidade em Pernambuco. Durante sua fala, Alice ressaltou o simbolismo da data e fez uma leitura crítica do cenário político nacional, conectando os desafios enfrentados pelos trabalhadores às recentes movimentações institucionais no país.



Foto: Társio Alves


Segundo a pré-candidata, o momento exige atenção redobrada por parte da sociedade, especialmente diante do que classificou como uma atuação crescente de setores da direita e da extrema direita sobre pautas sociais. “É um dia muito simbólico, inclusive pelo contexto político recente. O que vimos foi uma sinalização clara de forças que estão atuando diretamente contra avanços sociais”, afirmou.


Para ela, o modelo atual impõe condições que vão além do desgaste físico, afetando diretamente a saúde mental dos trabalhadores. Também contestou argumentos contrários à mudança no regime de trabalho, especialmente aqueles que associam a redução da jornada a possíveis impactos negativos na economia. Em sua avaliação, esse discurso desconsidera o papel central da força de trabalho na sustentação econômica do país. “Não são os trabalhadores que quebram o Brasil. Pelo contrário, são eles que movem a economia, nos municípios, nos estados e em nível nacional”, destacou.



Foto: Társio Alves


Outro ponto abordado foi a necessidade de reequilibrar as relações entre capital e trabalho, garantindo condições mais justas e humanas para quem está na base produtiva. Alice defendeu que a discussão sobre jornada e direitos trabalhistas precisa ser ampliada e tratada como prioridade nas agendas públicas. 


O ato também reforçou bandeiras históricas do movimento trabalhista, como a equiparação salarial entre homens e mulheres, pauta que segue como desafio em diferentes setores da economia. Para os organizadores, a mobilização buscou não apenas marcar o Dia do Trabalhador, mas também fortalecer a articulação social em torno de propostas concretas para o futuro do trabalho no Brasil.



Foto: Társio Alves


A manifestação no Recife se soma a uma série de mobilizações realizadas em diferentes cidades do país neste período, evidenciando a permanência de demandas estruturais e a necessidade de diálogo entre sociedade civil, representantes políticos e instituições. No contexto local, o ato consolidou-se como espaço de expressão coletiva e também de projeção política, reunindo lideranças que devem disputar protagonismo nos próximos ciclos eleitorais.



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