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Green Zone da COP 30 recebe críticas por contradições no discurso e greenwashing

  • Denilson Miatto
  • 13 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2025

O espaço que deveria ser um local voltado ao diálogo entre sociedade civil e governos é alvo de diversas criticas e reclamações por incoerências, da organização do evento e falta de cuidado com a representatividade indígena.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino

Durante a programação da COP30, em Belém (PA), a chamada Green Zone, área destinada à sociedade civil, organizações e iniciativas de impacto socioambiental, tornou-se alvo de muitas reclamações e críticas por parte de participantes que apontam contradições entre o discurso oficial de sustentabilidade praticado pela COP 30 e as práticas observadas no local.


Relatos enviados à redação do Aurora PE e publicações nas redes sociais denunciam que o espaço, que deveria funcionar como palco de diálogo, inclusão e protagonismo social, tem servido para ações de greenwashing promovidas por grandes instituições patrocinadoras.



Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino


A luta real não está na vitrine


Registros mostram artesãs e expositores indígenas acomodados no chão, logo na entrada da Green Zone, enquanto estande do BNDES, bancos e outras instituições dispunham de espaços estruturados e com ampla visibilidade.


Apesar do discurso de inclusão, a organização do espaço favorece instituições governamentais e grandes patrocinadores, enquanto iniciativas comunitárias são concentradas em áreas secundárias e menos estruturadas. O caso levanta questionamentos sobre a efetividade da Green Zone como espaço democrático dentro da conferência climática, especialmente em um momento em que a Amazônia e seus povos ocupam centralidade no debate global sobre justiça climática.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino




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