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Família exibe bandeira gigante marcada por manchas pretas em ato simbólico no último dia da COP30

  • Denilson Miatto
  • 21 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Ação visual denuncia desmatamento, mineração e rios contaminados, mas também é uma forma de arte, em manifesto contra a crise socioambiental do país.


Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias

No último dia de programação da COP30, uma intervenção visual chamou atenção no centro da cidade do Recife. A estudante Wilma Vitória, moradora do bairro de Coqueiral, apresentou juntamente com sua família uma bandeira do Brasil de proporções gigantescas, coberta por manchas pretas que simbolizam diferentes formas de exploração e desgaste ambiental no país. A ação, segundo eles, nasce como um alerta urgente sobre o impacto humano na natureza.


As manchas foram distribuídas propositalmente sobre as cores da bandeira, cada uma com um significado próprio. No verde, representam o avanço do desmatamento; no amarelo, denunciam os danos provocados pela mineração; e no azul, evidenciam a contaminação de rios e corpos d’água. Para Wilma, esses símbolos traduzem “as dores que o Brasil carrega e que não deveriam existir”, reforçando a necessidade de repensar o modo como o país se relaciona com seus territórios e populações.



Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias


O pai, Marcelo, destacou que a proposta nasceu da filha, e que a família se uniu para transformar o projeto em realidade. A pintura ficou por conta dos próprios familiares, com apoio de amigos que se engajaram na criação da obra.


Para eles, fazer este ato no encerramento da COP30 tem um propósito claro, provocar reflexão. “É um grito visual”, resume Wilma. A família acredita que a presença e participação do povo no evento e o clima de mobilização ambiental serviram de impulso para que eles também colocassem seu posicionamento nas ruas, usando a bandeira como linguagem de denúncia.


Foto: João Carlos Mazella / AuroraPENoticias



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