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CUT-PE e entidades sindicais realizam ato público contra Reforma Administrativa

  • Denilson Miatto
  • 19 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A mobilização no Recife reuniu servidoras, servidores e movimentos sindicais contra a PEC 38 da Reforma Administrativa, vista como ameaça aos direitos e aos serviços públicos essenciais.


Foto: João Mazella

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) realizou, na tarde dessa terça (18), um ato público em frente a ALEPE (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco) para denunciar o avanço da Reforma Administrativa na Câmara Federal. Segundo a entidade, diversos deputados de centro e da extrema-direita articulam a votação da proposta diretamente no plenário, sem passar pelas comissões, etapa fundamental para o debate público e técnico sobre a medida.


A iniciativa levantou preocupação entre trabalhadoras, trabalhadores e movimentos sociais, que enxergam na PEC 38 um ataque direto ao serviço público brasileiro. Sob o discurso de modernização, o texto retoma pontos considerados prejudiciais à população, como a retirada de direitos, a flexibilização dos vínculos de trabalho e a abertura para privatizações silenciosas em áreas essenciais. A vereadora Liana Cirne, que esteve no ato falou sobre o a problemática em torno da PEC 38.


"Porque o desmonte é sobre isso, é sobre acabar com o concurso público, é sobre fazer com que o serviço público vire um grande cabide de emprego, de indicados políticos, e isso a gente não pode permitir que seja aprovado" - Liana Cirne


Foto: Denilson Miatto


Risco de desmonte e impacto para a população


Na avaliação de estudiosos e de entidades sindicais presentes no ato, a Reforma Administrativa não foi construída para melhorar o atendimento ao público, mas para reduzir garantias e fragilizar categorias fundamentais ao funcionamento do Estado. O receio é que setores como saúde, educação e segurança, que sofrem diariamente e já são pressionados por falta de recursos, se tornem ainda mais vulneráveis a cortes e terceirizações. Segundo a vereadora Jô Cavalcanti, a participação dos parlamentares é essencial para que os trabalhadores sejam ouvidos e tenham suas demandas atendidas.

"Nosso papel enquanto parlamentar é estar junto da classe trabalhadora, e fazemos isso também para fortalecer o movimento que está na rua, que esta lutando pelos seus direitos e pelo que está na Constituição." - Jô Cavalcanti


A CUT-PE reforçou que, ao contrário do discurso oficial, a PEC 38 não combate privilégios, mas atinge servidores que atuam diretamente na ponta, especialmente nas regiões mais pobres do país. Para o movimento sindical, trata-se de uma agenda que transfere responsabilidades do Estado para a iniciativa privada, colocando milhões de brasileiras e brasileiros em situação de maior vulnerabilidade.

Foto: Denilson Miatto


"Essa pessoa que atendem a população na saúde, na educação, nos bairros e nas cidades mais distantes, essas serão atacadas. Serão substituídas e com a possibilidade de entrar no lugar dela pessoas que não tem compromisso, que não tem conhecimento com a saúde com a educação, com o serviço público como um todo." - Paulo Rocha


Durante o ato, dirigentes destacaram que a mobilização continuará nas ruas, nas redes e em Brasília, com pressão direta sobre parlamentares. A orientação das entidades é intensificar o diálogo com a população e reforçar que a defesa do serviço público é também a defesa de direitos básicos.



Foto: João Mazella

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