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Colírio Elétrico: blues rock, poesia urbana e crítica social

  • Denilson Miatto
  • 22 de fev.
  • 1 min de leitura

Foto: Reprodução Redes Sociais


Em meio à cena autoral que pulsa nas periferias e centros urbanos do país, O Colírio Elétrico surge como uma banda que transita entre o blues rock, a poesia urbana e a atitude visceral do rock. O grupo constrói uma sonoridade própria, marcada por letras ácidas, reflexivas e profundamente conectadas com o cotidiano, as tensões sociais e as inquietações humanas.


Com influências que dialogam tanto com o blues tradicional quanto com o rock elétrico contemporâneo, o Colírio Elétrico cria paisagens sonoras densas e pulsantes. A proposta vai além da estrutura convencional de banda, onde cada instrumento funciona como extensão da palavra, seja ela falada ou cantada.


O resultado é uma experiência musical que se aproxima do manifesto poético, onde crítica e sensibilidade caminham lado a lado.


A formação reúne músicos de identidade artística marcante:


Wágner — guitarrista

Rinaldo Lucas — baixista

Hermes Costa Neto — baterista

Pedro Celso — pianista

Paulo Guimarães — vocal, gaita, harmônica e flauta transversal


Foto: Reprodução Redes Sociais


Tanto no palco quanto no estúdio, o grupo aposta na intensidade, improviso e variações rítmicas. As  interpretações carregadas de emoção dão o tom das apresentações, onde o blues encontra a poesia falada e o rock reafirma sua vocação histórica como instrumento de expressão, resistência e consciência crítica.


Mais do que uma banda, o Colírio Elétrico se posiciona como uma experiência sonora que dialoga com o tempo presente. Em uma era marcada por ruídos e superficialidades, o grupo propõe escuta atenta, reflexão e presença, sendo um verdadeiro colírio para os ouvidos, propondo a música como ferramenta de transformação.




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