Barqueata da cúpula dos povos reúne mais de 200 embarcações em protesto na COP 30
- Denilson Miatto
- 12 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
O protesto reuniu movimentos sociais, povos tradicionais, comunidades ribeirinhas e organizações ambientais para denunciar as falsas soluções climáticas e defender práticas coletivas, agroecológicas e saberes ancestrais como resposta à crise ambiental global.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
Mais de 200 embarcações e cerca de cinco mil pessoas ocuparam, na manhã desta quarta-feira (12), as águas da Baía do Guajará, em Belém (PA), em uma das mobilizações mais simbólicas da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30.
A concentração teve início na Universidade Federal do Pará (UFPA), território que sedia a Cúpula dos Povos, e seguiu pelo rio Guamá até a Vila da Barca, uma das maiores comunidades de palafitas do país, marcada por décadas de resistência diante da especulação imobiliária e da ausência de saneamento básico.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
Durante o percurso, as embarcações exibiram faixas e cartazes com mensagens de alerta sobre os impactos do agronegócio e das grandes obras de infraestrutura, como a Ferrogrão e as hidrovias do Arco Norte, sobre territórios tradicionais, unidades de conservação e terras indígenas. Segundo os organizadores, a caravana refaz simbolicamente o chamado “corredor da soja”, denunciando a intensificação do desmatamento e das violações de direitos na Amazônia.
Além da barqueata, caravanas de diversas regiões do país também chegaram a Belém para somar forças ao movimento, transformando o encontro em uma grande convergência fluvial da sociedade civil rumo à COP30. O objetivo é reforçar a urgência de políticas públicas voltadas à proteção dos povos amazônicos e à mitigação dos desastres climáticos que atingem cada vez mais as populações vulneráveis.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino










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