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Ato Nacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres convoca população às ruas do Recife

  • Denilson Miatto
  • 7 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de dez. de 2025

Articulação do movimento Mulheres Vivas, realiza neste domingo (7), uma mobilização que acontece em todo o país para denunciar e enfrentar a escalada de agressões, abusos e assassinatos contra mulheres.


Foto: João Carlos Mazella / AuroraPE

Com o chamado “Pela vida das mulheres, basta de violência!”, os movimentos reforçam que a iniciativa surge como resposta urgente ao aumento dos casos de feminicídio, além das mortes motivadas por lesbofobia e transfobia. O ato pretende reunir organizações feministas, coletivos, grupos de apoio, famílias, estudantes e toda a sociedade civil comprometida com a defesa da vida das mulheres.


Ao longo da mobilização, serão levantados temas como a necessidade de políticas públicas efetivas, fortalecimento da rede de proteção, enfrentamento ao machismo estrutural e garantia de direitos. Caminhadas, faixas, cartazes e manifestações culturais devem marcar a tarde deste sábado na luta contra o feminicídio.


"Realmente não é normal nos matarem, não é normal o homem achar que é dono da vida das mulheres, não é normal uma mulher estar sendo agredida e não ser ajudada. Não é normal que quando uma mulher está no meio da rua, ou dentro do apartamento, ou dentro da sua casa, ou no shopping,qualquer lugar que esteja, ela seja agredida, que ela seja morta e ninguém lhe dê ajuda." - Jorgiane Araujo / Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-PE


Foto: Denilson Miatto / AuroraPE


Proteger as mulheres é tarefa de todos


Em Pernambuco, estado que figura entre os que mais registram feminicídios no Brasil, movimentos alertam que não há enfrentamento possível sem mobilização popular. Para as diversas organizações responsáveis pelo ato, é fundamental que a sociedade se engaje também no debate sobre violência psicológica, doméstica, institucional e digital, que seguem atingindo mulheres de diferentes idades, classes sociais e identidades de gênero.

"É uma rede social que incentiva a misoginia, porque hoje a misoginia nas redes sociais, ela dá lucro e ela provoca enriquecimento para esses misóginos da extrema direita. Mas nós temos também políticos que resolveram usar a vida das mulheres como instrumento de poder, como instrumento eleitoral e a gente precisa fazer esse debate também em 2026, na perspectiva da disputa de poder de quem vai representar as falas das mulheres, de quem vai representar a vida das mulheres." - Ivete Caetano / Presidente do SINTEPE


Além de denunciar, o ato pretende fortalecer uma rede coletiva de cuidado, memória e resistência, convocando governos municipais, estaduais e federal a ampliarem investimentos e estruturarem políticas permanentes de prevenção e proteção.

Foto: Denilson Miatto / AuroraPE


As manifestações de hoje, realizadas simultaneamente em diversas capitais, reforçam que o combate à violência de gênero precisa ser contínuo e que o Brasil ainda enfrenta desafios enormes para garantir segurança e dignidade às mulheres. Precisamos reivindicar justiça, exigir respostas do poder público e afirmar que nenhuma mulher deve ser deixada para trás.


Sobretudo, devemos sempre lembra que a luta não é apenas das mulheres, mas de toda a sociedade. O ato afirma que só haverá futuro possível quando todas puderem viver sem medo, com liberdade e respeito. Em todo o país, basta de violência!


Foto: João Carlos Mazella / AuroraPE

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