top of page

25 anos da carta da terra tem seminário especial na COP 30

  • Denilson Miatto
  • 8 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2025

O evento contou com diversas mesas e a participação de entidades ativista do clima, lideranças indígenas e representantes do governo.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino

O seminário começou na tarde dessa sexta-feira e vai até o sábado (08/11) em Ananindeua na Vila Maguary, marcando os 25 anos da carta da terra, um dos documentos balizadores do planeta voltado para discutir o bem-viver, debatendo sobretudo o bom uso dos recursos hídricos e a adaptação necessária para as mudanças do clima.


Além do teatro ondem acontecem as palestras o evento conta um espaço interativo para os visitantes, abordando os perigo do uso de agro tóxicos na agricultura e uma exposição de biojóias feitas pelos moradores locais e utilizando diversas sementes da Amazônia como a do açaí, representando um aproveitamento mais ecológico da cadeia produtiva do fruto.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino

Mergulhando no problema


Uma das mesas dessa tarde foram sobre recursos hídricos e contou a participação de Pedro Arrojo, relator da ONU sobre direitos humanos à água, que comentou sobre a situação atual e dificuldade de se ter boa gestão de recursos hídricos disponíveis no planeta. Arrojo pontua que existem diferentes dimensões e perspectivas sobre a água: sua natureza fundamental, seu papel social, seu valor financeiro e as consequências legais do seu uso indevido.


A água é portanto um direito humano básico e um bem público, não uma mercadoria exclusiva para fins de lucro. Sua apropriação e uso em atividades humanas — como agricultura, indústria, geração de energia e abastecimento — que geram valor, mas também podem causar conflitos pelo uso e a necessidade de precificação para gestão e conservação.


"a crise global da água não é essencialmente, do meu ponto de vista, uma crise de escassez mas sim consequência de uma situação insustentável dos ecossistemas aquáticos e de uma gestão dos recursos das aguas disponíveis. É um desafio de governar de forma democrática e sustentável no meu ponto de vista." - Pedro Arrojo


Quem paga essa conta?


Sem água, a vida simplesmente não existiria, pois ela participa de todos os processos fisiológicos dos seres vivos. A preservação da água é, portanto, a preservação da própria vida. Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigação do desperdício e regulamentações consistentes que não permitam o mal uso deste bem.


Isso inclui a presença de forte fiscalização contra poluição ou contaminação de mananciais, o desperdício excessivo, a extração ilegal ou qualquer atividade que comprometa a qualidade e a disponibilidade dos recursos hídricos, sujeitando os infratores a sanções administrativas e penais, conforme o Código das Águas e outras leis ambientais.


Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino







Comentários


bottom of page