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Quem será o próximo presidente de Portugal?

  • Convidado
  • 30 de jan.
  • 2 min de leitura

Anna Maria Salustiano é jornalista nordestina e europeia. Doutora em Ciências da Comunicação, dá aulas de Português à estrangeiros e aulas a crianças. Content Reviewer. Além dos diversos trabalhos para TV, Anna escreve para blogs, colunas e Portais de noticias.


Foto: Reprodução Euronews

Escrito por: Anna Salustiano


Um debate entre presidenciáveis inédito. Pela primeira vez, em 40 anos, Portugal escolhe o presidente numa segunda volta (segundo turno). A decisão é entre: António José Seguro (PS) e André Ventura (Chega). O confronto foi na noite da terça-feira, dia 27, no Museu do Design, em Lisboa. A segunda volta  acontece no domingo, dia 8 de fevereiro, mas o voto antecipado é domingo agora.

 

Não precisava ser especialista em política para perceber nos primeiros minutos do debate, como seria o confronto. Na primeira pergunta, muito assertiva para uma segunda volta histórica, a jornalista da SIC, Clara de Souza questiona ao António José Seguro: Por que que um eleitor que esteja indeciso deve sair de casa para eliminar André Ventura e escolhê-lo? E a resposta serena, firme vem sublinhada:


“Há duas visões de país. Não se trata apenas de escolher um presidente, trata-se também de escolher e definir que caminho nós queremos ter para o nosso país. Eu defendo uma sociedade que valoriza todos os seres humanos, que não faz discriminações. Venho para unir. Que cuida do chão comum que é aquele que nos permite ser iguais nas nossas necessidades, mas diferentes nas nossas liberdades”, garantiu Seguro.

 

A seguir, para responder a mesma pergunta, o Ventura enfatiza: “Não estão a votar pelo António José Seguro, estão a votar contra mim. É sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de mudança e de ruptura contra o sistema. Isto não é sobre Dr. António José Seguro, nem sobre um espaço político em específico. Isto é a verdadeira captura do sistema e de interesses do sistema que se juntaram a volta do Dr. José António Seguro mas francamente, podiam se juntar a volta de outro qualquer”. 



Foto: Armando Franca


O debate foi conduzido de maneira clara, a deixar o telespectador atento, e perguntando a si mesmo, o que viria a seguir. Das propostas relacionadas a projetos de habitação, creche, saúde, com o Sistema Nacional de Saúde (SNS) sendo colocado em ênfase, investimentos em profissionais. E ainda, a tão polêmica questão, relacionada a imigração. Um debate para jogar luz em quem tem ideias concretas, viáveis, humanas para uma sociedade. Enquanto que o outro lado, jogou confuso, com referências sem sentido e sem respostas para as perguntas.  

 

O debate contou com a moderação de Clara de Souza (SIC), Sara Pinto (TVI) e Carlos Daniel (RTP1). RTP, SIC e TVI definiu as regras para o debate. Cada tema teve entre 10 a 12 minutos.


Nos canais generalistas, o debate foi acompanhado por mais de 3,9 milhões de portugueses. O escolhido para presidir Portugal nos próximos cinco anos, substituirá o presidente atual, Marcelo Rebelo de Souza. A posse do novo está agendada para o dia 9 de março de 2026.

 

Quem ficou curioso em saber mais sobre o debate, disponibilizamos abaixo, na íntegra:





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