Pré-candidata a vice governadora Alice Gabino participa da Marcha das Mulheres Negras no Recife
- Denilson Miatto
- 25 de jul.
- 2 min de leitura

Foto: João Carlos Mazella/ AgênciaJCMazella
Alice Gabino, participou nessa última sexta-feira (24) da Marcha das Mulheres Negras, realizada no centro do Recife. O ato que antecede o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha reuniu centenas de mulheres, lideranças comunitárias, movimentos sociais e organizações da sociedade civil em defesa do combate ao racismo, à violência de gênero e à desigualdade social. A mobilização também integrou a agenda do Julho das Pretas, mês marcado por atividades que fortalecem a luta das mulheres negras por direitos, reconhecimento e justiça social.
Durante a caminhada, que percorreu ruas do centro da capital pernambucana, participantes denunciaram os impactos da violência que atinge especialmente mulheres negras e periféricas. A manifestação também reforçou a importância da construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, ao enfrentamento do feminicídio e à garantia de acesso à educação, saúde, trabalho e renda.

Foto: João Carlos Mazella/ AgênciaJCMazella
Presente na mobilização, a pré-candidata destacou a gravidade dos índices de violência registrados no estado e defendeu o fortalecimento da participação das mulheres nos espaços de decisão política. “É inadmissível que em Pernambuco, a cada oito horas, a gente tenha mais de 10 mulheres sendo vítimas de violência. E essa violência tem cor, essa violência tem cara, essa violência está, infelizmente, na sua maioria contra as mulheres negras periféricas, as mães solos”, afirmou.
Para ela e diversas outras figuras femininas da passeata, a presença de mulheres negras nos espaços de poder é fundamental para a construção de políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades históricas e promover mudanças concretas na sociedade.

Foto: João Carlos Mazella/ AgênciaJCMazella
A Marcha das Mulheres Negras ocorre em um momento de fortalecimento das mobilizações nacionais em defesa da igualdade racial e de gênero. Além de denunciar a violência e a exclusão social, o movimento tem buscado ampliar o debate sobre reparação histórica, participação política e garantia de direitos para mulheres negras em todo o país.

Foto: João Carlos Mazella/ AgênciaJCMazella










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