Ativista Nico Calabrese conta sobre o ataque de Israel à flotilha que ajudaria Gaza
- Denilson Miatto
- 10 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 12 de nov. de 2025
O Aurora PE conversou com Nico Calabrese, militante que participou da Flotilha Global de Sumud, missão humanitária que tentou romper o cerco à Faixa de Gaza levando suprimentos essenciais à população palestina.

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
A ação que reuniu voluntários de mais de 44 países, navegava em direção ao território Palestino levando água, alimentos, medicamentos e leite infantil. No entanto, a embarcação foi interceptada em águas internacionais por forças do Estado de Israel. “Nossa ação foi completamente legal e pacífica. Ainda assim, fomos atacados por um Estado que, entendemos, atuar de forma terrorista”, relatou.
Ao descrever o momento da chegada ao porto de Ashdod, Calabresi afirmou que o grupo enfrentou violência física e psicológica por parte das autoridades portuárias israelenses.
"Houve tapas, socos e humilhações constantes. A pessoa que mais sofreu foi a Greta, que era tratada como um troféu." - Nico Calabrese

Foto: Juliana Tábita / Alice Gabino
Durante a entrevista, Alice Gabino questionou Nico sobre o paralelo traçado entre a violência imposta ao povo palestino e a realidade brasileira, especialmente após as operações policiais no Rio de Janeiro. Para ele, há semelhanças entre as formas de controle territorial que impactam civis inocentes.
“A crise e a falta de condições dignas de bem viver tornam as pessoas e principalmente os jovens mais vulneráveis a serem recrutadas pelo crime organizado". Para Calabrese, a busca por enfrentar desigualdades sociais e propor práticas de cuidado e solidariedade são passos fundamentais para transformar o cenário atual.










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